# Atendimento Pré-Hospitalar

# Avaliação Secundária (SAMPLA)

# Aferição de Pressão

[![image.png](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/scaled-1680-/NxUimage.png)](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/NxUimage.png)

- Oriente a vitima para não conversar e não ficar com as pernas cruzadas durante o procedimento de aferição;
- Posicione o manguito, cerca de 2 a 3 cm acima da[ fossa cubital](https://pt.wikipedia.org/wiki/Fossa_cubital), centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial;

[![image.png](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/scaled-1680-/EFpimage.png)](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/EFpimage.png)

- Mantenha o braço da vítima na altura do coração, livre de roupas, com a palma da mão voltada para cima e cotovelo ligeiramente fletido
- Apalpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento para a estimativa do nível a pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar um minuto antes de inflar novamente.
- Posicione a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial na [fossa cubital](https://pt.wikipedia.org/wiki/Fossa_cubital), evitando compressão excessiva;

[![image.png](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/scaled-1680-/PL8image.png)](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/PL8image.png)

- Inflar rapidamente o manguito até 20–30 mmHg acima da pressão sistólica estimada. Em seguida, realizar a deflação a uma velocidade constante de 2–4 mmHg por segundo.
- <span style="color: rgb(224, 62, 45);">Determine a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som </span><span style="color: rgb(224, 62, 45);">auscultado;<span style="color: rgb(0, 0, 0);"> </span></span>
- Identifique a pressão diastólica no desaparecimento completo dos sons. Continue auscultando por 20–30 mmHg abaixo do último som para confirmar o desaparecimento e, em seguida, realize a deflação rápida e completa. Caso os sons persistam até zero, considere a pressão diastólica no momento do abafamento dos sons.
- <p class="callout warning">Se optar aferir a pressão da vítima dentro da viatura, faça antes do deslocamento ou pare a viatura.</p>

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<details id="bkmrk-material-empregado%3A-"><summary>Material empregado: esfigmomanômetro e estetoscópio;</summary>

</details>

# Resgate Veicular

Procedimento destinado a localizar, acessar, estabilizar e transportar vítimas presas em ferragens de veículos acidentados. O resgate veicular compreende o **desencarceramento**, que consiste na retirada das ferragens para liberar a vítima e permitir o acesso dos socorristas, e a **extração**, que é a remoção da vítima do interior do veículo após o desencarceramento.

**Desencarceramento**  
A vítima só poderá ser extraída após estar desencarcerada. Após a avaliação inicial, o socorrista e o Chefe da Guarnição identificam os mecanismos de encarceramento e seu grau. Quando a liberação é simples, caracteriza-se **Resgate Leve**; quando há necessidade de intervenção na estrutura do veículo, caracteriza-se **Resgate Pesado**.

**Extração**

A extração ocorre assim que o acesso permitir, obedecendo à prioridade conforme o status da vítima:

- **Críticas**: extração imediata;
- **Instáveis**;
- **Potencialmente instáveis**;
- **Estáveis**.

A tática e a via de extração são definidas pelo Chefe da Guarnição, visando a segurança e integridade da vítima.

**Avaliação Dirigida**  
Complementa a avaliação inicial, identificando sinais e sintomas que demandem intervenção imediata.

**Organização da Cena**  
  
Os operadores devem avaliar riscos e condições da cena, como combustíveis, fontes de ignição, energização, materiais perigosos, estabilidade do veículo e situação das vítimas. Concluída a avaliação, as informações são repassadas ao Chefe da Guarnição, que define a estratégia e as táticas de resgate.

[![Captura de tela 2026-01-27 104839.png](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/scaled-1680-/captura-de-tela-2026-01-27-104839.png)](https://atlas.cbmgo.org/uploads/images/gallery/2026-01/captura-de-tela-2026-01-27-104839.png)

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# Organização Equipamentos e Materiais APH.

# Padronização Padrão - Bolsa Socorrista

#### O objetivo é instituir uma padronização de equipamentos e materiais - tanto <span style="color: rgb(224, 62, 45);">**permanentes <span style="color: rgb(0, 0, 0);">(reutilizáveis)</span>** </span>quanto de <span style="color: rgb(224, 62, 45);">**consumo imediato <span style="color: rgb(0, 0, 0);">-</span>**</span>, estabelecendo um quantitativo mínimo para o bom andamento e a continuidade do serviço.

#### A **organização da bolsa de primeiros socorros de uma equipe de Resgate Pré-hospitalar** precisa seguir três princípios básicos: **Acesso Rápido**, **Lógica de uso** e **Padronização,** para que toda e qualquer equipe saiba onde está todo e qualquer material ou equipamento empregado na viatura.

##### **Princípios gerais de organização**

1. <span style="color: rgb(0, 0, 0);">**Checklist diário** (antes do plantão)</span>
2. <span style="color: rgb(0, 0, 0);">**Reposição imediata após o atendimento ou sequência de atendimento**</span>
3. <span style="color: rgb(0, 0, 0);">**Separar por módulos/cores** (trauma, via aérea, circulação, medicação etc.)</span>
4. <span style="color: rgb(0, 0, 0);">**Itens mais usados no topo ou bolsos externos/lateral**</span>
5. <span style="color: rgb(0, 0, 0);">**Nada solto** **ou jogado dentro da bolsa** (uso de elásticos, divisórias e envelopes transparentes são exemplos para um bom acondicionamento do material)</span>

#### <span style="color: rgb(0, 0, 0);">O <span style="color: rgb(224, 62, 45);">**checklist diário,**</span> realizado antes de assumir o plantão, propicia a verificação da presença ou ausência de materiais e equipamentos extremamente necessários à continuidade do serviço, sendo exigido que alguns itens possuam quantitativo mínimo para um atendimento ou sequência de atendimentos </span><span style="color: rgb(0, 0, 0);">pré-hospitalar</span><span style="color: rgb(0, 0, 0);">.</span>

<p class="callout warning">Não é obrigatório que os materiais e equipamentos sigam rigorosamente toda essa organização; porém a disposição básica deve ser seguida para facilitar que o militar, ao entrar de serviço, ou qualquer outro militar da unidade, saiba onde estará o material específico caso ocorra um acionamento durante a transição do serviço ou ocorra um acionamento direto dentro da unidade.</p>