Atendimento Pré-Hospitalar
Avaliação Secundária (SAMPLA)
Aferição de Pressão
- Oriente a vitima para não conversar e não ficar com as pernas cruzadas durante o procedimento de aferição;
- Posicione o manguito, cerca de 2 a 3 cm acima da fossa cubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial;
- Mantenha o braço da vítima na altura do coração, livre de roupas, com a palma da mão voltada para cima e cotovelo ligeiramente fletido
- Apalpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento para a estimativa do nível a pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar um minuto antes de inflar novamente.
- Posicione a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial na fossa cubital, evitando compressão excessiva;
- Inflar rapidamente o manguito até 20–30 mmHg acima da pressão sistólica estimada. Em seguida, realizar a deflação a uma velocidade constante de 2–4 mmHg por segundo.
- Determine a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som auscultado;
- Identifique a pressão diastólica no desaparecimento completo dos sons. Continue auscultando por 20–30 mmHg abaixo do último som para confirmar o desaparecimento e, em seguida, realize a deflação rápida e completa. Caso os sons persistam até zero, considere a pressão diastólica no momento do abafamento dos sons.
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Se optar aferir a pressão da vítima dentro da viatura, faça antes do deslocamento ou pare a viatura.
Material empregado: esfigmomanômetro e estetoscópio;
Resgate Veicular
Procedimento destinado a localizar, acessar, estabilizar e transportar vítimas presas em ferragens de veículos acidentados. O resgate veicular compreende o desencarceramento, que consiste na retirada das ferragens para liberar a vítima e permitir o acesso dos socorristas, e a extração, que é a remoção da vítima do interior do veículo após o desencarceramento.
Desencarceramento
A vítima só poderá ser extraída após estar desencarcerada. Após a avaliação inicial, o socorrista e o Chefe da Guarnição identificam os mecanismos de encarceramento e seu grau. Quando a liberação é simples, caracteriza-se Resgate Leve; quando há necessidade de intervenção na estrutura do veículo, caracteriza-se Resgate Pesado.
Extração
A extração ocorre assim que o acesso permitir, obedecendo à prioridade conforme o status da vítima:
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Críticas: extração imediata;
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Instáveis;
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Potencialmente instáveis;
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Estáveis.
A tática e a via de extração são definidas pelo Chefe da Guarnição, visando a segurança e integridade da vítima.
Avaliação Dirigida
Complementa a avaliação inicial, identificando sinais e sintomas que demandem intervenção imediata.
Organização da Cena
Os operadores devem avaliar riscos e condições da cena, como combustíveis, fontes de ignição, energização, materiais perigosos, estabilidade do veículo e situação das vítimas. Concluída a avaliação, as informações são repassadas ao Chefe da Guarnição, que define a estratégia e as táticas de resgate.
Organização Equipamentos e Materiais APH.
Padronização Padrão - Bolsa Socorrista
O objetivo é instituir uma padronização de equipamentos e materiais - tanto permanentes (reutilizáveis) quanto de consumo imediato -, estabelecendo um quantitativo mínimo para o bom andamento e a continuidade do serviço.
A organização da bolsa de primeiros socorros de uma equipe de Resgate Pré-hospitalar precisa seguir três princípios básicos: Acesso Rápido, Lógica de uso e Padronização, para que toda e qualquer equipe saiba onde está todo e qualquer material ou equipamento empregado na viatura.
Princípios gerais de organização
- Checklist diário (antes do plantão)
- Reposição imediata após o atendimento ou sequência de atendimento
- Separar por módulos/cores (trauma, via aérea, circulação, medicação etc.)
- Itens mais usados no topo ou bolsos externos/lateral
- Nada solto ou jogado dentro da bolsa (uso de elásticos, divisórias e envelopes transparentes são exemplos para um bom acondicionamento do material)
O checklist diário, realizado antes de assumir o plantão, propicia a verificação da presença ou ausência de materiais e equipamentos extremamente necessários à continuidade do serviço, sendo exigido que alguns itens possuam quantitativo mínimo para um atendimento ou sequência de atendimentos pré-hospitalar.
Não é obrigatório que os materiais e equipamentos sigam rigorosamente toda essa organização; porém a disposição básica deve ser seguida para facilitar que o militar, ao entrar de serviço, ou qualquer outro militar da unidade, saiba onde estará o material específico caso ocorra um acionamento durante a transição do serviço ou ocorra um acionamento direto dentro da unidade.